Argélia proíbe criptomoedas: o que diz a nova lei?
Le Julho 24 2025, a Argélia adotou oficialmente o Lei nº 25-10, publicado no Diário Oficial nº 48, reforçando seu arsenal legislativo contra a lavagem de dinheiro. Este texto, que passou relativamente despercebido pela grande mídia, constitui, no entanto, uma decisão com consequências graves: a proibição total de criptomoedas em território nacional.
O artigo 6a especifica que os seguintes são agora proibidos:
- A emissão, posse, uso, compra e venda de qualquer forma de criptomoeda;
- Mineração, agora classificada como atividade ilícita;
- La promoção ou operação de plataformas de câmbio, carteiras digitais ou serviços relacionados a criptoativos.
Os infratores são passíveis de penas de prisão de até um ano e multas de até um milhão de dinares argelinos, ou aproximadamente 8000 euros.
O texto justifica estas medidas pela necessidade de combater a lavagem de dinheiro, o financiamento do terrorismo e a fraude fiscal.
A Argélia marca uma clara ruptura com a tendência global
Esta decisão radical coloca a Argélia na contramão de um claro movimento internacional: a adoção controlada e gradual de criptomoedas.
- A União Europeia adotou o regulamento em 2024 Mica, uma estrutura regulatória rigorosa, mas favorável à inovação em criptomoedas.
- Os Estados Unidos validaram ETFs de Bitcoin, abrindo as portas para adoção institucional em massa.
- El Salvador tornou o Bitcoin com curso legal em 2021.
- Mesmo em África, países como Nigéria, Quénia, República Centro-Africana ou Marrocos recentemente experimentar, regular ou integrar parcialmente ativos digitais em suas políticas financeiras.
- Países mais discretos como o Cazaquistão ou Butão tenho fazendas de mineração industrial que geram a cada ano milhões de dólares de salário.
- Países produtores de petróleo e gás, como Irã, Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, usam a mineração de Bitcoin em suas instalações.
👉 A Argélia encontra-se, portanto, à margem, ao lado de países como China ou Egito, mas sem se beneficiar do controle tecnológico centralizado ou de uma visão para o futuro em blockchain.
No entanto, a Argélia tem um potencial imenso... ignorado
1. Energia barata, um ativo estratégico
A Argélia tem vantagens inegáveis para se tornar um ator importante no Mineração de bitcoin na África:
- Eletricidade de baixo custo, graças, em especial, ao gás natural doméstico; a Argélia é um dos três países do mundo com eletricidade barata. Isso é uma vantagem para os mineradores de bitcoin.
- Clima seco propício ao resfriamento de máquinas;
- Vasto território, áreas desérticas disponíveis para acomodar grandes infraestruturas.
👉 Estas condições podem posicionar a Argélia como um polo ecológico e estratégico de mineração em escala continental. O país poderia se beneficiar enormemente das instalações de fazendas de mineração no sul do país, graças às instalações petrolíferas.
—> Leia o artigo: » As empresas petrolíferas reduzem o seu impacto ambiental graças ao Bitcoin«
2. Uma juventude conectada, dinâmica e competente
Os jovens argelinos, cada vez mais familiarizados com criptomoedas, carteiras ou plataformas descentralizadas, poderiam ter-se tornado jogadores na revolução Web3.
A proibição total cria uma clima de medo, e empurra para o fuga de talentos rumo a países mais abertos.
As consequências económicas de tal bloqueio
- Perda de oportunidades fiscais e tecnológicas :
Receitas significativas de plataformas de mineração ou negociação poderiam ter sido reabastecer os cofres públicos, ao mesmo tempo em que cria empregos. - Fuga de capitais :
Investidores argelinos, sejam da diáspora ou locais, evitarão injetar fundos em um país onde qualquer atividade com criptomoedas agora é punível com prisão. - Fortalecendo o mercado negro :
A proibição não impedirá o uso de criptomoedas, mas a irá se mover para o subsolo, sem qualquer estrutura de proteção aos cidadãos.
A inovação não pode ser parada
A internet, a inteligência artificial e os smartphones também despertaram medos em seus primórdios. Blockchain e criptomoedas não são exceção.
Mas as nações que escolherão para apoiar esta transição em vez de reprimi-la, serão aqueles que colherão os frutos dela a próxima revolução financeira global.
A Argélia é um grande país em formação que pode se tornar um gigante na África.
Rica em minerais, petróleo, gás, paisagens de tirar o fôlego, uma juventude ativa e educada e um passado rico em história, a Argélia tem todos os recursos para desempenhar um papel importante no cenário africano e internacional.
É um país multicolorido, complexo e poderoso, na encruzilhada dos mundos árabe, mediterrâneo e africano.
👉 Esse imenso potencial merece uma visão de longo prazo, capaz de transformar os recursos do solo e da mente em alavancas de soberania, prosperidade e inovação.
Outra solução intermediária ainda é possível
Não é tarde demais para a Argélia rever ou limitar sua posição atual. Sem necessariamente legalizar imediatamente o uso de criptomoedas para o público em geral, o Estado poderia considere uma abertura parcialem autorizar a mineração sob controle público ou regulamentada por licençasIsso permitiria ao país aproveitar seus abundantes recursos energéticos, sem perder o controle do sistema financeiro.
Muitos países operaram reversões estratégicas após as proibições iniciais. O Nigéria, por exemplo, diante do uso massivo de criptomoedas, apesar da proibição de 2021, finalmente optou por uma regulamentações mais flexíveis em 2023, reconhecendo plataformas de troca e tentando integrar essa atividade ao seu sistema econômico.
👉 Em vez de lutar contra uma tecnologia em rápida expansão, A Argélia poderia adoptar uma abordagem pragmáticaem lançamento de um estudo nacional sobre oportunidades de mineraçãoem consultor especialistas, engenheiros e economistas, e testando projetos-piloto em regiões subexploradas.
Num mundo em mudança, É mais arriscado permanecer fixo do que ousar experimentar de forma inteligente.
Talvez ainda haja tempo para rever esta posição no futuro.
Mas para agora, A Argélia acaba de perder uma reunião estratégica com progresso...